Lendo agora:

Na voz, violão, percussão e produção: Anna Tréa!

Ela é multi-instrumentista, cantora, compositora, produtora, dançarina e o que mais ela quiser ser. A musicalidade de Anna Tréa está no movimento das suas roupas, nos trejeitos que denunciam a dança e naquele respirar fundo de contemplação e redenção ao momento. Quem já foi à turnê do Clareia sabe bem como é.
Música é minha grande paixão e acho que o palco é que é uma extensão do que sou fora dele. Acho que lá em cima eu consigo colocar mais potência pra fora, mas eu batuco em tudo, cantarolo o tempo todo, tô sempre na música.

Se você não conhece a obra autoral da Anna, certamente já a viu pelos palcos com o Emicida ou até mesmo na banda do programa Conversa com Bial da Rede Globo.  Mas para entrar no clima, pode dar o play em Abre Asas e continuar lendo:

O seu primeiro disco Clareia foi lançando em 2016 e conta com a parceria do produtor Swami Jr..  Suas composições falam sobre amor, música e conflitos internos, e sua performance ao vivo complementa toda essa arte com a força e resistência de uma mulher que se joga de corpo, alma e balanço na música.

Na execução do álbum, a voz é dela. Literal e metaforicamente. As mulheres da música estão aí para contar as histórias de trabalhos autorais que acabam saindo com a identidade de ~ outras pessoas ~, mas este não é o caso de Anna.  A parceria com o produtor trouxe a conversa fluida que eles queriam e ela mesma gravou os instrumentos de percussão, efeitos de voz, declamações e, claro, voz e violão.

Gravamos assim porque julgamos ser a forma mais natural e amadurecida de gravar o disco naquele momento. É uma característica forte no meu trabalho esse diálogo entre voz e violão, as conduções percussivas bem presentes.
Sim. O disco é todinho ela, da cabeça aos pés, e já rendeu dois prêmios no Prêmio Profissional da Música. Agora, no fim de 2017, Anna Tréa é uma das instrumentistas indicadas ao WME Awards by Vevo, o primeiro prêmio para mulheres da música brasileira que acontece dia 28 de novembro em São Paulo. Quando questionada sobre a presença da mulher instrumentista na música, Anna é otimista e desabafa:
Sinto o mercado se abrindo aos poucos, as mulheres se apoiando muito mais, criando redes. Mesmo com a resistência que ainda existe, sinto que muito do mercado é o vício em trabalhar com os mesmos profissionais sempre. Estamos aos poucos quebrando esses tabus e abrindo espaço neste mercado tão vasto e rico que é a música brasileira.

E para dar ainda mais impulso a esta rede de mulheres que resiste e conquista o mercado fonográfico, Anna Tréa indica com exclusividade instrumentistas que mais admira e inspira.

Badi Assad

“Violão e voz marcantes, além da percussividade.”

Simone Sou

“Uma referência para mim de percussão, de estilo, de pesquisa musical.”

Ana Karina Sebastião

“Um grande nome da nova geração. Competentíssima, musical e versátil.”

Lari Basílio

“Uma guitarrista incrível com frases muito bonitas e virtuosidade super musical.”

Paula Padovani

“Técnica e sensível”

Aishá Lourenço

“Referência na pesquisa de ritmos”

 Próximos shows:
02/12 – Virada Inclusiva no Parque da Água Branca às 17 horas.
15/12 – Sofar Salvador
Ouça mulheres, ouça Anna Tréa:
Compartilhe
Escrito por

Paulistana, 28 anos, publicitária, especialista em Neurociência e Psicologia Aplicada, produtora na Sêla Musical e completamente dependente de música.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios são marcados com *

Digite o que você deseja buscar