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“Sistema Feminino”, o primeiro álbum das Melanina MCs, é um grito pela libertação da mulher negra periférica

As rappers capixabas do grupo Melanina MCs acabam de lançar seu disco de estreia, “Sistema Feminino”. O álbum é resultado de muito esforço das MCs Afari, Geeh, Lola e Mary Jane, que ao longo de 2017 dividiram suas vidas pessoais e profissionais com as gravações. “O processo de gravação do disco foi um período de dedicação e aprendizado enriquecedor para todas nós”, comenta a rapper Afari.

Com referências que passeiam do rap ao rock, Sistema Feminino traz também elementos oriundos da música eletrônica, do pop e da MPB, comprovando uma sintonia genuína do rap das Melanina MCs com diferentes estilos e propostas musicais contemporâneas.

Melanina MCs por Nunah Alle

Confiança e otimismo são as duas armas que as Melanina MCs apontam para a opressão de gênero e classe ao longo do álbum, que começa com a música de mesmo nome. ‘Então me diz, vai. O que tu tá querendo aqui?’, perguntam elas chamando o ouvinte para o debate. Ao final de Sistema Feminino,  vem “Direto e Reto”, um rap de impacto com traços próximos ao do funk carioca. É o último dedo na cara:

Enquanto eles gastam saliva, eu tô trabalhando dobrado”

Quem são elas?
Formada em 2012 na cidade de Vitória (ES) pelas MCs Afari, Geeh, Lola e Mary Jane, o Melanina MCs é um grupo de rap que encontrou no feminino sua principal ferramenta de transformação. Influenciado por artistas como Tássia Reis, The Gust, Negra Li e Emicida, o quarteto já possui um EP lançado, Tesouro Escondido (2016), e acaba de lançar seu disco de estreia, Sistema Feminino.

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