Lendo agora:

MINAS4: quatro artistas contemporâneas para o seu radin

Minas Gerais tem uma ligação tão forte com a música que quase dói (às vezes chega a doer mesmo). A Clara Nunes veio de lá e no final da década de 60 já era um sucesso nacional. Maria Alcina também, estourando com uma interpretação de “Fio Maravilha” no começo dos 70, enquanto Martinha começava a circular por festivais da América Latina. Do fervor dos festivais emergiu a Aline Mendonça Luz – dentre os feitos, foi militante contra a ditadura militar e ambientalista; além de ter cantado uma Jesus que é mulher (letra do Tom Zé), tá bom? Numa leva posterior, Ceumar, Fernanda Takai, Ana Carolina e Roberta Campos se destacaram ao longo dos anos 2000.

Hoje, a história musical das mineiras da MPB continua sendo cantada e o cenário autoral segue cheio de boas novidades. Abaixo, quatro artistas para conhecer e acompanhar:

JULIANA PERDIGÃO

Como dizem as mineiras, nú! A Juliana é sensacional: cantora, compositora instrumentista, atriz, poeta. Tem dois discos lançados, “Álbum Desconhecido” (2012) e “Ó” (2016) – esse último tem produção do Rômulo Fróes e participações como as da Tulipa Ruiz e da Ná Ozzetti. Experimental e imprevisível, a artista gosta de azucrinar o sonho da família nuclear – ela quer ver o circo pegar fogo, sim, e a gente vai gostar de queimar junto.

E como o carnaval vem chegando, aí vai uma marchinha libertária – e libertina – pra cantar com a Juliana: 

SARA NÃO TEM NOME

Como o próprio nome já (não) diz, Sara é presença e ausência, é doce e meio sombria, quase deprê… Esquisitices da artista que cresceu no interior de Minas e segue a vida fazendo o que quer – além da carreira na música, ela é artista visual. O disco de estréia, “Ômega III”, tem letras que Sara começou a fazer com 16 anos e é um soco na barriga.

Pra ouvir:

DOLORES 602

As belo horizontinas da banda Dolores 602 traçam sua trajetória desde 2010. Numa mescla de rock, folk e música popular, Débora Ventura, Camila Menezes, Táskia Ferraz e Isabella Figueira compõe o coletivo de compositoras e instrumentistas. Estrada, estúdio e momentos importantes do caminho delas estão registrados em seu novo clipe, auto intitulado. Spoiler: Dolores lançará seu primeiro álbum cheio durante o mês de março.

Assista “Dolores”:

DOIS LADOS

Dois Lados é a metamorfose do extinto grupo mineiro Electra Lee. Do projeto saíram as artistas Letícia Damaris e Jéssica Senhorini, que como dupla assumem a responsabilidade de misturar as experiências com a antiga banda à rotina de tocar por bares de Belo Horizonte. Elas lançaram um EP no ano passado, “Falando de Amor e…”, seguido de um videoclipe, “Ponto Fraco”, que é um fofura sem fim.

Quer conhecer?

 

Compartilhe
Escrito por

Jornalista, assessora de imprensa, escritora e produtora cultural, Flora vive de palavra e som. Tem foco de pesquisa e atuação em música independente, é integrante da SÊLA, escreve para o site Mulher na Música, comenta discos no canal Um Vlog de Música e nas horas vagas desata amarras sociais.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios são marcados com *

Digite o que você deseja buscar