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“Cabelo bom é cabelo seu”, com vocês Liège de Belém do Pará

Belém do Pará, uma região brasileira culturalmente rica e diversa, onde a música é muito presente e singular, no coração da Amazônia. É de lá que a cantora e compositora Liège veio. Refletindo sobre a identidade sobre o cabelo de cada um, ela lança novo clipe.

Confira o novo clipe:

Liège é um exemplo de que a beleza está mesmo nessa diversidade. Em suas composições, ela faz música popular brasileira contemporânea e mistura os ritmos amazônicos ao pop e rock. Nas suas composições, fala de questões sociais de gênero, quebra de conceitos estéticos, feminismo, de forma inteligente, sem perder o bom humor melódico e literal e a leveza em temas como amor e o cotidiano.

“Não se apague tanto, desamarre e deixe o bicho solto…cabelo cresce, desapegue”

Para Liège, a música está no sangue. Seu avô foi pioneiro na instalação de rádios-cipó (alto-falantes colocados em postes que retransmitiam o som produzido em uma cabine) em cidades próximas a Belém, como Mosqueiro. Os grandes sucessos tocavam nessas rádios. Sua avó, hoje com 91 anos, ainda toca vários instrumentos como violão, cavaquinho e piano. Seu irmão também canta e seu tio-avô Hugo Lisboa era escritor, poeta, músico, compositor e foi parceiro de composições da banda paulista “Demônios da Garoa”.

Foi nesse universo que Liège cresceu. Ainda criança fez teatro e começou a cantar. Na adolescência, o baterista da banda paraense Álibi de Orfeu, Rui Paiva, descobriu o talento da artista e a levou para cantar em bares de Belém do Pará.

O trabalho autoral da artista foi iniciado oficialmente em 2013, apesar de tocar violão e compor desde os 11 anos de idade. Com o lançamento do single e vídeo clipe “Toute La Vie”, em parceria com o músico também paraense Dan Bordallo, Liège fez sua estréia.

Compondo e cantando em português, inglês e francês, a artista tem como influências Lenine, Paulinho Moska, Ben L ́Oncle Soul, Ibeyi, além do mineiro Milton Nascimento, Gal Costa, Elis Regina, Lia Sophia e Tulipa Ruiz, grandes referências para sua carreira.

Misturar é também uma marca de Liège, que entrelaça seu trabalho com as diversas linguagens artísticas como moda, fotografia, artes cênicas e áudio visuais.

TRAGETÓRIA

Em 2014, Liège fez uma temporada de shows em Belém, em homenagem aos 25 anos de carreira da também cantora e compositora brasileira Marisa Monte, e participou ainda como artista convidada, de dois Festivais da Música Francesa, em Belém do Pará.

Em 2015, a artista obteve destaque durante sua apresentação no 10o Festival Se Rasgum, Festival genuinamente Amazônico, apresentando seu show ao lado de artistas como Moraes Moreira e o canadense Mac Demarco.

Em 2016, Liège lançou seu primeiro álbum, o EP FILHO DE GAL, com 4 faixas autorais pela Editora Na Music, com produção do músico Dan Bordallo, e fez shows de circulação do disco em Belém, além de participar de shows de artistas da cena musical brasileira como da paulistana Tiê, do pernambucano Johnny Hooker e ainda foi apresentadora do show do duo Anavitória, no Teatro Estação Gasomêtro em Belém/PA.

No final de 2016, Liège lançou uma temporada de shows no bar Container & Cultura em Belém: o LIÈGE SEM CRIVO, que reuniu em quatro sextas-feiras com artistas autorais da cena musical da capital paraense e de diversas linguagens artísticas, como fotografia, audiovisual, artes plásticas, moda e lojas de produtores locais.

O ano de 2017 iniciou e Liège foi convidada para participar do MPB Festival Belém, no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia, com seu show, ao lado de grandes nomes da música brasileira como os filhos do ícone Wilson Simonal: Simoninha e Max d’Catro e ainda, Gal Costa.

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