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Festival Timbre prepara momentos inesquecíveis entre mulheres da música

Entre os dias 09 e 16 de setembro, 25 bandas se apresentam em Uberlândia sob o conceito “Nossa Voz, Nosso Poder”. Em sua quinta edição, o Festival Timbre 2018 – que tem apoio Natura Musical – leva ao palco artistas como Elza Soares e seu “Deus é Mulher”, Karol Conka, Drika Barbosa no line up.

Também se apresentam bandas como Plutão Já Foi Planeta (que tem Natália Noronha como frontwoman) e Supercombo que tem Carol Navarro no baixo. Conversei com as duas sobre a importância de um evento como esse no interior de Minas Gerais e elas revelaram informações exclusivas para a SÊLA sobre o que vai rolar lá.

Festival é umas das coisas mais legais de se fazer quando você trabalha com música porque proporciona esses momentos de união entre artistas e as bandas. (Natália Noronha)

Festival Timbre em 2017

“A gente acaba nutrindo uma admiração um pelo outrx porque a gente acaba se esbarrando na estrada e passando pelas mesmas coisas, vivendo as mesmas experiências. Festival é momento de celebração, de estar ali, juntxs, compartilhando esse momento” se referindo ao Timbre e também ao Festival CoMA que aconteceu em Brasília no último final de semana onde convidou além da Carol (Supercombo) outras mulheres para subir ao palco, como Cris Botarelli e Emmily Barreto da banda Far From Alaska.

Na ocasião, a Plutão Já foi Planeta aproveitou a oportunidade e fez uma ação da #nenhumaamenos transmitindo durante seu show vídeos de mulheres que participaram da conferência como a empresária Fabiana Batistela (SIM SP, Inker), Juliana Strassacapa da Francisco El Hombre, Tay Galega e Natália Carreira. “A ideia da ação foi minha e de Vitória, baixista da Plutão. Vimos uma oportunidade de se posicionar em relação aos últimos casos de feminicídio. O assunto tá em evidência e fica difícil não falar a respeito. Principalmente com uma audiência de um festival. É um ótimo espaço pra trazer essa mensagem e se posicionar“. A oportunidade vai se repetir no Festival Timbre, em que ela participa do show da Supercombo.

“Cantar e fazer parcerias com outras mulheres em eventos como esse tem todo aquele peso de mostrar o trabalho de outra mina no mesmo palco, a gente acaba conhecendo o trabalho uma da outra e aquilo acaba se consolidando ali. A união do palco é fruto de uma admiração verdadeira.” Natália por áudio.

Plutão Já Foi Planeta

Também mandei whatsapp pra Carol Navarro da Supercombo, que contou já ter sido confundida como a “namorada de alguém da banda” em turnês pelo interior. “Eu acho incrível o lance das minas se unirem ainda mais agora que a gente tá vendo a mescla de banda com mulheres na formação. A conexão das minas tá tão forte que elas se misturam umas no show das outras”, Carol por áudio.

“Quanto mais a gente se unir, mais importante é” (Carol Navarro) 

Carol é a fundadora do coletivo As Mina Tudo, grupo que reúne atualmente mais de 200 membros no whatsapp com mulheres de todas as etapas da cadeia produtiva do mercado fonográfico e produz eventos como Saraus de compositoras e programas de youtube. “No Timbre a gente vai fazer o show da Session (formato de programa que a Supercombo tem em seu canal de youtube), uma ideia completamente diferente dos show convencionais da Supercombo, vamos usar violão e sanfona. É um unpluged só que versão moderna”, dá o spoiler.

Supercombo

“Agente vai tocar esse formato. Fizemos uma música que chama “Menino” e gravamos no nosso canal no Youtube junto com a Plutão Já Foi Planeta e é essa canção que a Natália vai cantar com a gente em Uberlândia.” Só pra aumentar a expectativa, se liga no que ela complementa: “É capaz que role a gente junto com Plutão de novo também. Essa troca é sempre maravilhosa porque a gente que tá na cena do rock se conecta muito. Então fortalecer sempre é muito bem vindo”.

Enquanto aguardamos ansiosxs momentos inesquecíveis como esses que celebram o avanço das mulheres na música, nós da SÊLA temos orgulho de ter sido convidadas para integrar o time de comunicação do Festival Timbre e ainda mediar uma mesa sobre o empreendedorismo que viemos conquistando dia após dia no nosso pequeno grande mundo dos negócios em música. Particularmente estou satisfeita com essa parceria.

Como disse Natália Noronha no whats: “Quando você é artista você ganha uma audiência e você tem pra quem falar. Se você pode usar isso pra mudar nem que seja um pouquinho a sociedade, então é legal se posicionar.” Além dela outras artistas como Joana Bentes, Julia Branco e Salma Jo da banda Carne Doce também se apresentam no Festival. A banda Musa Hibrida que está com disco novo para lançar também se apresenta.

 

 

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Escrito por

Gali já foi Camila quando criou a SÊLA e o site mulhernamusica.com.br. Hoje, por se entender não binárie dentro do seu processo artístico como Gali Galó, continua em busca da igualdade de gênero para que um dia, finalmente não haja...gênero. Tudo é meio confuso mas o futuro é mais complexo que o bem/mal, bom/ruim, belo/feio, triste/feliz.

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