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#ELENÃO: mulheres da música fazem apelo coletivo em prol dos direitos humanos

“O mundo está ao contrário e ninguém reparou”. Se Cássia Eller estivesse viva provavelmente apoiaria esse documento. Esse é um apelo coletivo em prol dos direitos humanos e da democracia. O objetivo é conscientizar familiares e amigos no segundo turno e encerrar, com esperança, esse ciclo de mal estar que estamos vivendo nos últimos dias. Como mulheres que atuam na música, temos voz e competência para fazer da nossa opinião um instrumento de tocar as pessoas através do amor para, enfim, chegarmos, juntas, na grande Virada.

Lembrando que não foi o PT que pediu para publicarmos esse manifesto. Foram os nossos direitos violados, foi o nosso medo de andar nas ruas, a nossa coragem de cantar, tocar e vibrar feito música nos ouvidos de quem ainda se importa com a gente. 

 

Camila Garófalo – cantora, compositora, idealizadora da SÊLA

Sou lésbica, trabalho com cultura e lutei muito pra chegar até aqui, sei que assim como eu muita gente vai sair machucado nessa história. E quando alguns perdem, todos perdem também. Votem Haddad e Manu, galera! Por amor das Deusas e Deuses.

 

Anônima – instrumentista e produtora cultural

Sou lésbica e meu irmão vota no Bolsonaro. Ele me disse pra ficar tranquila que nada ia me acontecer porque “os gays sempre respeitaram ele”. Não preciso dizer mais nada, né? Domingo é 13, gente.

 

Marina Melo – cantora e compositora

as pessoas que eu amo estão com medo. medo de ser quem elas são, de ter a pele que elas têm, de falar as coisas que elas falam, de demonstrar a alegria que elas sentem. não existe nada pior do que boicotar a existência de pessoas. não existe nada pior que ter medo de sair na rua. não existe nada pior do que temer pela integridade das pessoas que amamos. nada justifica votar em um candidato que incita a violência entre cidadãos.

Izabela Costa – assessora de imprensa

Independente do resultado das urnas no próximo dia 28, sinto que qualquer brasileira(o) que preze pela democracia já se sente derrotado. Vidas se perderam e pessoas estão correndo riscos reais. Evitar que Jair Messias seja eleito se faz agora como única alternativa para que direitos básicos das minorias – que são maioria – não se percam. Evitar Jair Messias é evitar mais violência e dor. É a valorização do respeito e acima de tudo, da humanidade.

 

Dandara Manoela  – cantora, compositora

Artista preta, lésbica e pobre, na mira direta do coiso, com medo de perder a brecha de liberdade conquistada com muita luta pelo meu povo. É verdade que o genocídio já existe, e eu  não sei o que é andar tranquila nessa sociedade, desde que me entendo por gente, mas a coisa pode piorar, e no momento, é isso que não podemos deixar! Bora de #haddademanu13 ♡

 

Malka – Produtora Musical 3db Áudio

É inaceitável que recuemos nos mínimos direitos conquistados para a comunidade trans, hoje minha expectativa de vida e das minhas manas é de 35 anos de vida, por conta de assassinatos, preconceito, marginalidade e tudo o mais, caso ele entre a nossa situação vai piorar de acordo com suas propostas e idéias. O que posso pedir é para que por favor não puxem o gatilho desta arma em nossa cabeça através do voto.

 

Denise Mamede – Psicanalista, produtora cultural e idealizadora da Casa Vulva

Vivemos hoje um sintoma do apagamento de nossa história. Ainda que sempre tenhamos sido resistência, é preciso nesse momento se posicionar contra o discurso radical e fascista que se apresenta. O rei não tem amigos, não se enganem, a violência afetará a todos nós. Domingo é 13!

 

Cint Murphy – Integrante da In Venus e Produção do selo Hérnia de Discos

O fascismo sempre existiu, nós que nunca estivemos evidenciadxs nessa vulnerabilidade. O que precisamos agora, ao meu ver, é tentar combater o discurso fascista que está empoderando pessoas que até então tinham vergonha de existir. A guerra já está declarada e é indispensável criar estratégias de defesa. #ELENUNCA, mas o discurso dele já tá legitimado e a disputa é pela nossa integridade.

 

Dani Buarque – guitarrista, vocalista e compositora

Não há nenhum motivo real pra votar 17 se não a ignorância. E mesmo se tivesse, não há racionalidade econômica alguma que justifique votar a favor de um atentado civilizatório. Precisamos resistir por todos. Principalmente por quem já lutou tanto e não está mais entre nós. Não podemos regredir e passar pano pra racismo, misoginia, xenofobia e homofobia. É paradoxo mas a única licença para intolerância é pra combater ela mesma.

 

Lu Toledo – Psicologa, professora, cantora compositora

Por um Brasil onde todos os povos que o habitam, sua história,  seus espaços, sua diversidade, cultura e expressão sejam respeitados. Que nossa arte e nosso amor e união possam combater todo o discurso de ódio que ora circula em nosso meio. Por nossa Pátria, nossa Matria…

 

Fabiana Ferraz-Radialista, jornalista

Eu prefiro acreditar que o anti-petismo cegou o Brasil, a acreditar que metade dos eleitores deste país são perversos como o Coiso. Abram os olhos, ainda ha tempo! Não queremos armas, queremos educação, saúde, cultura, preservação do meio ambiente, respeito as minorias e a diversidade. Diga não à violência, diga não ao preconceito! Vamos virar! Vote Haddad e Manu 13 !

 

Ana Larousse – compositora, instrumentista, poeta e iluminadora

Tem sido muito difícil entender porque tanta gente – muito mais do que parece possível – está fascinada com a ideia de ter o que a História já provou ser desastroso (para o nosso e para tantos outros países). O pensamento que chamamos de fascista, por vago ou nem tanto que pareça esse termo, é antigo e talvez seja das heranças mais enraizadas na nossa civilização. E é isso que me deixa mais aterrorizada. Esse apego pela crueldade. Será que um dia sairemos desse lugar? Quando parece que nossa sociedade está se libertando da barbárie legitimada pelo Estado, ela volta vigorosa e espalhada entre as pessoas mais improváveis.  A quem quer que ouça esse nosso apelo: considere ouvir atentamente o que Bolsonaro diz e o que grande parte de seus “fiéis” defende. Se a bondade e a empatia lhes forem cara, tenho certeza que o candidato não te será mais pertinente.
Vamos escolher o caminho que não nos levará à barbárie autorizada?
O que temos agora é Haddad. Ele entrando, cuidaremos do que não nos cabe do seu governo, mas ao menos saberemos que o Estado não vai estar do lado que mata.

 

Flávia Ellen – Cantora, compositora, produtora cultural, redatora e bacharel em Direito

Quando falamos em “nenhum direito a menos” é porque sabemos que é preciso estar alerta o tempo todo. Ao menor sinal de opressão, é preciso resistir. Sou mulher lésbica e vejo com muito receio a onda de ódio direcionada às minorias. É preciso estar ao lado de quem quer ampliar direitos, de quem luta pela igualdade formal, jamais ao lado de quem acredita na violência como caminho. Nossa opção neste momento é uma só. Vamos com Haddad e Manu. É humanidade e democracia.

 

Mariângela Carvalho – Distúrbio Feminino

Independente do resultado, ficou claro que os direitos de mulheres, negros, lgbts e outros nunca foram aceitos e continuam sendo questionados e diminuídos, por isso nossa luta não tem fim. No entanto, manter a democracia é parte fundamental para continuarmos caminhando nesses escombros do que sobrou da moralidade e ética do brasileiro. Sem a democracia não temos como avançar – mas retroceder será uma constante num cenário ditatorial.

 

Lúcia Ellen – idealizadora da Hard Grrrls, produtora de eventos e conteúdo.

Já está mais do que provado que a nossa luta precisa ser intensa, unida e persistente, pois cada dia que passa os fascistas estão confortáveis para destilar seus preconceitos. Por isso, nós precisamos estar atentas, com nossa rede ativa, não recuarmos! Neste domingo a única opção é Haddad para garantirmos ao menos a democracia e através dela dialogar.

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