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De Recife à SP: como foi e como será o Coquetel Molotov 2018

Fiquei uma semana em Recife, cidade com milhares de qualidades além de ser a casa do Festival Coquetel Molotov. Cheguei numa segunda-feira e fui pra um hostel onde conheci Marina, terapeuta holística, professora de yoga que completava 21 aninhos e aproveitava sua maioridade total para, finalmente, alugar um carro e viajar pelo Nordeste. No auge dos meus 29 resolvi acompanhá-la até quarta-feira para receber vitamina D antes de começar a décima quinta edição do Coquetel Molotov 2018, festival gerido por Ana Garcia e Jamerson de Lima. Nessa tour conheci as praias de Calhetas e Paraíso em Pernambuco e também Antunes e Carneiros em Alagoas. Poderia continuar escrevendo sobre isso tranquilamente, mas o foco desse texto é a música e sobre o que aprendi com ela nesses dias maravilhosos.

Eu e Marina na Praia dos Carneiros

Participei com a SÊLA na rodada de negócios sobre Comunicação e Novas Mídias

Na quinta e sexta-feira participamos das rodas de negócio com diversos influenciadores do mundo da música através de pitchings e rodas de conversa. Ao todo 48 bandas apresentaram seus projetos para donos de festivais e compradores no Porto Mídia, localizado no Recife Antigo. Ali conheci diversas mulheres cabulosas, como o power trio O Arrete, que mistura rap com baião e se posiciona na linha de frente do empoderamento feminino.  

O mesmo aconteceu quando encontrei Flaira Ferro, dançarina de frevo que se tornou cantora, compositora e ficou conhecida através da canção “Me curar de mim”. Essa mulher não existe, sério. Já ouviram a canção “Coisa mais bonita” que ela coloca em questão a masturbação feminina? Pois, assistam. Ela é talentosa demais, especial demais. Já a acompanhava há tempos pelas redes e foi uma alegria encontrá-la no show promovido pela Casa Vulva (SP) numa noite no Jambo Azul (PE).

Nessa mesma festinha fui DJ junto com a Juli Baldi, outra mulher incrível que conheci por causa do Festival. Atualmente ela mora em Lisboa, Portugal, e gerencia à distância o Bananas, agência de curadoria e estratégia musical para marcas. Na ocasião levamos Ava Rocha, Linn Da Quebrada, Letrux, Luiza Lian e outras incríveis para discotecar no spotify do nosso celular. Mas também conhecemos bandas como a Coco de Umbigada, que nos foi apresentada pelas mulheres que estavam na pista de dança. Essa é a playlist que a Juli preparou pro rolê:

Turma boa que fizemos por lá, JP (One RPM), Juvenil SIlva (Jambo Azul), Rafaela Piccin (Casa Vulva), Juli Baldi (Bananas), Gabriel de Andrade (Coala Festival), Alexandre Giglio (Minuto Indie) e Felipe Matheus (Na Miragem).

Após tantas aventuras, finalmente chegou o sábado, dia em que aconteceram os principais shows do Coquetel Molotov no Caxangá Golf & Country Club. Ali assistimos à apresentação de Duda Beat, artista recifense radicada no Rio de Janeiro que vem tendo grande expressão nas plataformas digitais. Depois piramos com Maria Beraldo, clarinetista de Florianópolis radicada em São Paulo que apavorou com sua performance autosuficiente de “Cavala”, seu álbum de estreia. Falando nela já me lembro de Laura Dias que encarnou o show do Teto Preto chocando a sociedade como costuma fazer. Teve ainda Anelis Assumpção e sua banda impecável, com destaque para a guitarrista Lelena Anhaia. Outras boas surpresas internacionais inéditas como as bandas Barbagallo e Conan Mocassins nos mostrou que o line up não estava para brincadeira.

Poderia finalizar esse relato dizendo que o Coquetel Molotov 2018 foi incrível mas para a alegria geral ele ainda não acabou. No dia 30 de novembro, o Festival aporta em São Paulo para uma edição especial na Lapa, precisamente na Rua Guaicurus, 324, a partir das 17h. Os ingressos custam de R$ 25 a R$ 50 e traz mulheres incríveis no line up como a banda Tuyo, um show especial das cantoras Karina Buhr, Alessandra Leão e Isaar França, Maria Beraldo novamente (e maravilhosamente) e a coletividade.NÁMÍBIÀ. Pra quem perdeu o Festival em Recife, fica a dica. Pra quem não perdeu a dica continua valendo.

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Quando criou a SÊLA, Camila entendeu que duas artistas tinham mais força que uma. E que três artistas tinham ainda mais força que duas. Desde então sua carreira solo como cantora e compositora ganhou outra dimensão e por isso tem se preparado para lançar o novo disco como GALI, seu novo nome artístico. Como empresária acumulou funções de publicitária, jornalista, apresentadora, palestrante e articuladora. Criou o mulhernamusica.com.br para estimular o conteúdo feito por elas e está aberta a quantas outras funções forem necessárias para fazer mais por elas.

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