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Música de BEL e Mari Romano é produzida por Rafa Prestes

Música de BEL e Mari Romano é produzida por Rafa Prestes

Rafaela Prestes, 28 anos, é técnica de som e produtora musical. Ela é a convidada da semana para lançar um single pela Coletânea SÊLA. Ela convidou BEL Baroni para ser sua intérprete, que junto com Mari Romano escreveram a música “Banquete Fake”. A canção foi gravada no Labsônica, estúdio da Oi Futuro (parceira da Coletânea SÊLA). Você confere com exclusividade agora em todas as plataformas digitais.


INDICAÇÃO de Rafa Prestes sobre produtora musical : “Indico a produtora musical Barbara Ohana, com quem trabalhei no disco de Alice Caymmi. Acho de extrema competência e sensibilidade para traduzir musicalmente os anseios do artista e com ouvido apurado para conduzir timbres e aperfeiçoamentos técnicos.” (Rafa Prestes)

Perguntas para Rafaela

1) Como foi o processo de gravação da música para a coletânea SÊLA? Qual programa usou? Quais instrumentos tem na música? Comente um pouco.

Me encontrei com Bel Baroni no meu estúdio em Santa Teresa para a escolha da música, ela tocou algumas no violão e logo decidimos juntas por banquete fake, composição da Bel com Mari Romano. Como tínhamos pouco tempo, fomos batendo referências e fui montando os arranjos no Ableton Live pra ja passar uma ideia pras instrumentistas. Foi muito fácil encontrar o caminho pra essa canção, assim que a Bel tocou no violão já conseguia ouvir ela meio disco/indie que já é uma onda que a Bel curte. Quis explorar uma timbragem mais lo-fi pra voz dela e experimentar algo diferente do que ela vem fazendo nos shows e no primeiro disco, pra que virasse algo marcado desse encontro que a SÊLA nos proporcionou.  Gravamos a base já passando tudo pro Pro Tools (batera e baixo) Com Larissa Conforto e Mari Romano no estúdio Lab Sônica, e depois convidei a Mahmundi pra vir em meu estúdio gravar as guitarras, onde também gravei os teclados e sintetizadores. As vozes foram gravadas no estúdio Carolina em Santa Teresa.

2) Porque você se assumiu produtora musical? Demorou muito? Comente um pouco.

Trabalho como técnica de som há 10 anos em estúdio e ao vivo e sempre arranhei instrumentos, sem a pretensão de ser instrumentista. Acho que ser produtora musical é um pouco uma mix das duas coisas, tem que sacar de música, arranjos, como de áudio, timbragem.


Me encanta a possibilidade de traduzir os anseios de uma canção ou um tema pelo sentimento do Artista.

É acessar com profundidade esse “não institucionalizado” conjunto de referências e busca por novos caminhos que se pode levar uma música.

O primeiro convite pra produzir veio da cantora e compositora Bela Meireles em 2013, que trabalha com música experimental na cena dos ruídos, mas que também faz canções. Meu papel ali foi unir esses dois mundos, criei arranjos bem orgânicos com cordas e percussão pra contrapor aos beats eletrônicos e ruídos. O disco ta pronto só falta ser lançado! risos!

Atualmente estou produzindo um single pro primeiro trabalho do cantor Fábio de Souza, e um projeto com Duda Brack chamado Beatas Beats. Mas o trabalho de produção musical vem crescente e caminhando paralelo com meu trabalho como técnica, onde já tenho mais experiência e mercado. Então o convite da SÊLA acabou sendo muito feliz, quero cada vez mais produzir e botar as idéias pra fora!

3) Por que você escolheu essa intérprete para o seu single? Vocês já tinham trabalhado juntas antes?

Admiro muito o trabalho de Bel Baroni e já tivemos uma banda juntas, o Xanaxou. De lá nasceu uma amizade e sempre ficou no ar a vontade de trabalhar juntas novamente…A Bel compôs as canções que mais me identifiquei na banda e a partir daí, sempre me atentei ao seu trabalho.

4) O que mudou entre vocês depois que vocês gravaram para a coletânea SÊLA juntas? Quais foram as trocas?

Acho que esse tipo de trabalho sempre conecta né? Sempre gera entrosamento musical e aprendizados. Nosso meio é bem machista, como ja sabemos. Trabalhar entre mulheres é gerar confiança e potência, acho que nos ajudamos, nos levantamos, e tentamos tirar o melhor de cada uma. Porque as vezes sozinhas não conseguimos tirar essa poeira patriarcal das inseguranças e baixa auto estima, né?

5) Porque você é produtora musical?

Sou devota da música e talvez tímida demais pra estar no front.. Produzir é um alívio pra criação e pro meu amor aos botões. risos

PERGUNTAS PARA BEL

6 .Como você se define profissionalmente? Como foi a trajetória para que isso acontecesse? Comente)

Profissionalmente, me defino como um polvo, risos. gosto de fazer muitas coisas e a música é um dos canais de expressão que abri na minha vida. também sou produtora, escrevo, participo de várias coletivas. acredito que isso também possa ser um traço comum na nossa geração de mulheres trabalhadoras da cultura, se versatilizar em vários caminhos, mas de certa forma eu tomo gosto pela coisa. na música, comecei estudando percussão regional, maracatu, samba, ritmos tradicionais brasileiros. tocava em alguns grupos. até que formei junto a muites outres amigues um coletivo chamado etnohaus, conseguimos levantar uma sede e abrigar o ensaios das bandas que vinham surgindo em nossos encontros, como a Mohandas, da qual fiz parte. eu já escrevia muito mas nessa época comecei a compor mais, a musicar e a cantar. em 2016 foi quando conheci a Rafa, tocando juntas na banda Xanaxou, com outras 10 mulheres compositoras, instrumentistas, cantoras. em 2017, lancei meu álbum solo e comecei a me reconhecer mais na minha música. é um lugar lúdico pra mim, de experimentação, de intimidade.

BEL por Jhona Lemole

7. No caso, como conheceu a produtora? Já tinham trabalhado juntas antes?)

Nos conhecemos em 2016, quando formamos a banda Xanaxou. a Rafa tocando baixo, eu compondo, cantando e tocando conga. nessa mesma banda, conheci Mari Romano, compositora, guitarrista e cantora na Xanaxou, e Larissa Conforto, baterista. três irmãs maravilhosas que a banda trouxe pra minha vida. parceiras de muitos movimentos profissionais e pessoais.


mulheres talentosas, produtivas e guerreiras. tenho muito orgulho desse encontro!

Rafael Prestes

Iniciou sua carreira em Londres (Inglaterra), onde realizou curso de Engenharia de Som e Áudio pela The London School of Sound (2008). De volta ao Brasil, realiza em 2009 o curso de Fundamentos de Áudio e Acústica pelo Instituto de Áudio e Vídeo – IAV e passa a trabalhar como técnica de gravação, edição e mixagem em diversos estúdios na cidade do Rio de Janeiro, como a Casa do Mato, Observatório de Ecos, A Casa Estúdio, Toca do Bandido e nos estúdios do DJ Marlboro e da cantora Ana Carolina. Entre os anos de 2011 e 2012 assume como responsável técnica de áudio no Studio RJ. Realizou trabalhos de captação e sonorização de programas de televisão, tais como Afinando a Língua com Tony Belloto (Canal Futura), Samba na Gamboa com Diogo Nogueira (TV Brasil) e O Som do Vinil com Charles Gavin (Canal Brasil). Como engenheira de som, fez a parte técnica dos Festivais Bananada GO 2018, Festival Feminino RJ/BSB 2018, Festival das águas, Alter do Chão 2016 (PA) e Sim SP 2017. Acompanha os artistas nos shows de Adriana Calcanhoto, Fafá de Belém, Otto, Liniker, Mahmundi, além de outros artistas, em caráter freelancer, tais como Edi Rock (Racionais MCs), Marcelo Yuka ,Jam da Silva, Karina Buhr, Dona Onette, em turnês e shows. Como produtora musical, realizou em 2014 projeto do Vinil é arte pela

Natura Musical, produziu os discos Realidade, de UltimaThule, e Entrópico, da banda

Lavalenta. Como engenheira de mixagem, tem discos como “Alice”, de Alice Caymmi, “Uma história Umida” de Melina Mulazani, “Alaídenegão” de Alaídenegão”, Singles “Vibra” de Mahmundi, “Calmô” de Liniker & os Caramelows.

BEL

Cantora, compositora, escritora, artista visual e produtora cultural, Bel Baroni sempre teve um trabalho artístico rico em gêneros, estilos e categorias. No lançamento de seu projeto autoral, vem mostrando na sua fase mais aberta e madura.

Banquete Fake (BEL e Mari Romano)

Eu sabia que devia ter trazido uma caneta
Você nem terminou seu prato
Vai, vai
Tudo some mesmo
Banquete fake (6x)

No fundo do meu olho
No fundo da minha testa
Eu podia ser você

Eu pulava ou corria e na dúvida me pendurei
Talvez não tenha mais o tato, mas..
Mas tudo some mesmo
Banquete fake (6x)

No fundo do meu olho
No fundo da minha testa
Eu podia ser você

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Escrito por

Quando criou a SÊLA, Camila entendeu que duas artistas tinham mais força que uma. E que três artistas tinham ainda mais força que duas. Desde então sua carreira solo como cantora e compositora ganhou outra dimensão e por isso tem se preparado para lançar o novo disco como GALI, seu novo nome artístico. Como empresária acumulou funções de publicitária, jornalista, apresentadora, palestrante e articuladora. Criou o mulhernamusica.com.br para estimular o conteúdo feito por elas e está aberta a quantas outras funções forem necessárias para fazer mais por elas.

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