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“Produzir é traduzir o mundo em sons mais harmônicos”: Desirée Marantes

“Produzir é traduzir o mundo em sons mais harmônicos”: Desirée Marantes

Desirée Marantes é pesquisadora, produtora e multi-instrumentista, tem paixão por gravar em casa, DIY, viver de maneira lúdica e resolver problemas. Sempre cheia de ideias e novos planos tem se dedicado aos projetos musicais: “Cavalice”, “Harmônicos do Universo” e “Mirantes”. É voluntária no “Girls Rock Camp Brasil” e “Ladies Rock Camp Brasil”, além de ser uma das organizadoras do “Girls Rock Camp Porto Alegre”.

Como produtora tem utilizado seu estúdio garagem para gravar e produzir algumas artistas escolhidas pelo selo. Além de discos, Desirée também trabalhar na produção de trilhas (vídeo e para dança) e produção de shows ao vivo. Ela também citou outras produras musicais como Erika Silva, Maria Beraldo, Marianne Crestani e Helena Duarte.

Hoje é o dia dela lançar uma música para a Coletânea SÊLA:

Leia a entrevista que fizemos com ela:

1) Como foi o processo de gravação da música para a coletânea SÊLA? Qual programa usou?

Eu não tinha uma faixa pronta que pudesse colocar na coletânea, já tinha ultrapassado o prazo de entrega que tinham me passado (desculpa aí gente) porém lembrei que tinha gravado a Larissa Conforto tocando bateria para a faixa da Ana Larousse e da Erica Silva (que também está na coletânea) e pensei em fazer algo com um dos takes que elas não tinham utilizado. Usei o Ableton Live para editar essa “sobra de estúdio” e em cerca de 3 horas criei essa faixa. Foi interessante aplicar uma série de filtros na bateria (sim, a base melódica da música) – de resto usei apenas instrumentos que já vem dentro do Ableton. Na verdade o que eu acho mais interessante dessa faixa são os timbres de bateria, porque usei apenas os microfones que captaram o som da sala, ou seja, não são sons “usuais” e o fato de que eu editei a bateria para soar em 3/4 e coloquei uns teclados em 4/4 então a bateria e os teclados se encontram e desencontram ao longo da música.

2) Porque você se assumiu produtora musical? Demorou muito? Comente um pouco. 

Minha escola de produção é totalmente faça você mesma, gravando em casa, desenvolvendo vários experimentos, não fazer as coisas do jeito que dizem que é o “correto” a ser feito, sempre buscar maneiras diferentes para captar sons e tocar também.


Esse lado de produzir acabou acontecendo meio naturalmente, começar a gravar não apenas as coisas que eu fazia mas alguns amigos e amigas também.

Acabou que quando eu criei o Hérnia de Discos, meu selo que só trabalha com mulheres artistas, considerei que uma boa contrapartida para quem trabalha com a gente é a de ajudar na produção das músicas mesmo.

bou que quando eu criei o Hérnia de Discos, meu selo que só trabalha com mulheres artistas, considerei que uma boa contrapartida para quem trabalha com a gente é a de ajudar na produção das músicas mesmo.

Ouça a Coletânea SÊLA no Spotify:

3) Por que você escolheu essa parceria para o seu single? Vocês já tinham trabalhado juntas antes? 

Eu conheci a Larissa durante um Girls Rock Camp Brasil e quando ela foi voluntária no Girls Rock Camp Porto Alegre, em 2018, acabamos fazendo um som juntas, no improviso e foi uma experiência muito foda. A partir daí começamos a conversar sobre fazer algum projeto juntas e a perspectiva de criar algo junto com essa mina maravilhosa me deixa bem feliz.

4) Porque você é produtora musical?


Eu acredito que tudo é música, então produzir é, de certa forma, ajudar a traduzir o mundo em sons mais harmônicos.


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