Lendo agora:

Mulheres na Música Urbana: de BH à Noruega

Mulheres na Música Urbana: de BH à Noruega

Como amamos os cíclicos, criamos um evento para marcar a Residência Casarelas de Josephine Amber (NO), celebrando o projeto Fyah Dolphin.

Seu último dia no Brasil vai reunir mulheres da Música Urbana Experiental, Underground, Rap, Hip-Hop e Funk apresentando FYAH DØLPHIN, LAURA $ETTE e NÅBRU.

Fyah Dolphin

Fyah Dolphin, é o projeto da cantora, compositora e produtora Josephine Amber, desenvolvido durante a Residência Casarelas. A artista chegou ao Brasil no dia da Mostra Restos, 1º de Dez no Mama/Cadela, se apresentando no Sarau Sarandela, e desde então, a cigana louca (Mad Gypsy), se encontrou em Fyah Dolphin (Golfinho de Fogo), produzindo um som internacional sobre um mundo tropical.

Fyah Dolphin é um ser que conjunta os elementos de fogo e água, para limpar queimar e trazer o fogo da vida levando a galera pra mergulhar no fundo do mar. (Dolphin)

Fazendo música urbana experimental, Dolphin é ser do mundo, uma criança que está a descobrir, esta é a maior influência do projeto. Em busca das raízes latina, viajando pelo Brasil, residenciando na Casarelas, e produzindo no Nordeste de Amaralina em Salvador, o trabalho vai lançar vários singles produzido por Felipe Pomar e Mano Lipe do estúdio Subterrâneo Records. No show apresenta uma prévia do que será lançado em maio deste ano.

Viajar e produzir com a galera daqui do Brasil é uma experiência muito boa, muitos processos no caminho, e eu vejo o empoderamento que é.

É um orgulho poder ficar lado a lado da raiz de BH com minas que estouram na cena.

Sobre cantar em inglês ela diz: “Ainda que o público não entenda todas as letras, eu espero que sintam a vibe das músicas porque tem muita história por traz de todas as letras, quero sentir tudo isso e compartilhar para empoderar outras mulheres ao mostrar que é possível viajar, performar, fazer música, é desafiante como tudo na vida, mas funciona e quero compartilhar isso, voltar e continuar falando que trabalhei no Brasil, pois é algo bem massa fazer essas conexões internacionais. (Dolphin)

Teaser do evento Mulheres na Música Urbana

Laura Sette

Laura Sette, chega no baile com a DJ Kingdom, que faz parte inteiramente da estética do trabalho, apresentando o melhor do “funk maladeza pras migona mexer muito a bunda e aquele rap clássico e diferenciado.” (Laura Sette)

Se for pra enquadrar digo que meu som está no Rap e no Funk, mas eu prefiro falar que canto vários estilos musicais, porque eu não canto só rap e funk, pretendo cantar pagode, jazz e outros estilos.

Sobre representatividade e empoderamento ela conta “ser mulher no rap já é sinistro, quando eu escolho ampliar para outros estilos musicais, ainda mais o funk, com o meio machista sexista que é, são outros BOs. O funk cria muitas barreiras, se você é mulher e não cantar putaria não é tão reconhecida no funk, então é um processo de desconstrução cabuloso. No rap até que existe o empoderamento feminino mas no meio do funk, quando se chega numa ideia mais construída, baseada nos fatos, e no empoderamento, as mulheres do meio ficam assutadas pois não estão acostumadas, tenho problemas em quebrar os paradigmas, nos dois meios é difícil, mas no funk é mais.” (Laura Sette)

Laura Sette por @marianarns

Em breve a cantora e compositora lança clip filmado na Casarelas, com cheiro de lavanda, mas antes sai alguns singles e um feat com Brisa Flow, e só depois ” ‘Diferenciada’, o ouro prometido nessa banca que vai marcar o início de uma nova era da equipe Laura Sette.” (Laura Sette)

NABRU

NABRU, floresce a noite junto com a parceira Teo apresentando o recém-lançado EP Marquises e Jardins produzido no coletivo Nihil, que conta sobre a “Rua: substantivo feminino e revolucionário, casa do vandalismo e também da poesia, das marquises e dos jardins.” (Nabru)

Posso dizer que faço rap underground, um pouco de tudo, algo mais experimental, música urbana. A cada projeto uma construção diferente, pode ser que num próximo trampo uma nova identidade. (Nabru)

EP Marquises e Jardins, NABRU

Nesse primeiro projeto Marquises e Jardins, a ótica é a da rua, do hip-hop, EP vivencia um momento politico e o contexto da mulher negra periférica e urbana.

Ser mulher no rap de BH é coragem, é representar a cena e a capacidade de passar direto e ignorar várias paradas, fingir que não vê e seguir na cena, todo dia um desafio novo, um novo obstáculo, é escutar muitas vezes o que não queria mas ter quer filtrar varias paradas pesadas que acontecem, é rua! Fogo na babilônia! (Nabru)

Nabru

UMA PRODUÇÃO CASARELAS

O evento ainda conta com Intervenções da FADA CORRERIA VIVA, Vídeos da skatista Raissa Delmondes, DJs e Projeções CASARELAS, Cenografia SOMA, que pede ao público desenho ou algum ítem de golfinho como entrada no evento para compor a identidade da noite.

Acontece no dia 24/04 à partir das 18hrs na Growleria de Arte em Belo Horizonte (MG).

A entrada é franca!*
*mediante a apresentação de um golfinho.

Siga-nos em: @casarela.s
Evento no Face: https://www.facebook.com/events/415961149137653/

SERVIÇO
O que: Evento “MULHERES NA MÚSICA URBANA”
Quando: dia 24/04
Onde: Growleria de Arte
R. Sergipe, 629 – Funcionários, Belo Horizonte (MG)
Quanto: Entrada Franca

Matéria de Raquel Alvez (Casarelas)

Compartilhe

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios são marcados com *

Digite o que você deseja buscar