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Futebol é futebol, vamos conhecer as mulheres no jogo

Futebol é futebol, vamos conhecer as mulheres no jogo

Faz algumas semanas que recebemos aqui na Hora do Sabbat Giovanna Zanchetta para femenagear a Professora da UNIFESP, Andrea Torres, na ocasião Giovana sugeriu a pauta sobre o futsal feminino universitário. A resposta foi certeira, “Opa, as minas da bola, queremos! Essa foi a temática do programa 53. Recebemos no estúdio da Radiosilva.org Bruna Verardo, Ana Flávia Bertucci, ambas representante do time e a própria Giovanna Zancheta, que deixou o time por encerrar a graduação.

Um papo sobre as oportunidades, como é a estrutura para as mulheres no esporte. Falamos se o posicionamento político da nossa maior representante do futebol favoreceu uma abertura maior para que as mulheres possam jogar profissionalmente. A realidade para mulheres no futebol é cheia de rótulos e preconceitos, como a maior parte dos setores da sociedade.

Entre tantas histórias, duas marcaram essa conversa: O fato de que os homens mais velhos tem aceitado mais a presença das minas em campo e segundo que as atléticas tem prezado por abrir mais espaços para os times de futsal. Fora isso, tudo que a mulherada quer é poder jogar bola entre amigas, ou melhor, ser livre para fazer o que acreditamos e podemos fazer.

53 edições cheias de sincronicidade, essa semana não seria diferente. Sempre há uma preparação de roteiro, quem será a femenageada da semana. A mulheres referências sendo tiradas do livro Mulheres Incríveis escrito por Kate Schatz, falava de Sonia Guajajara, mas 11 de outubro é celebrado o aniversário da 1ª romancista brasileira, uma mulher negra, abolicionista no século XVII, lutando contra escravidão no que seria “Aqui e Agora”.

Obra prima da Maria Firmina dos Reis, romance Úrsula que já falava da antiescravismo

Para complementar as femenagens, são trazidos também os cordéis de Jarid Arraes, jornalista que se dispôs a tornar pública historias das heroínas negras do nosso país. As mulheres que lutaram contra escravidão, que batalharam a vida toda por sua liberdade.

Eis que ao chegar no estúdio e preparar todo conteúdo nos seus devidos “Players”, iramos falar de Dandara dos Palmares, mas o livro se abriu na pagina de Maria Firmina dos reis,a primeira romancista brasileira, escritora negra, abolicionista, nasceu em 1822 no Maranhão, na vila dos Guimarães. Viveu quase 100 anos, morreu em 1917, já estava cega e numa situação miserável.

Maria Firmina reis foi uma mulher ousada, durante a escravidão ela já escrevia romances defendendo a liberdade do povo negro. Segundo a pesquisadora, Fernanda Rodrigues de Miranda trouxe uma nova perspectiva: “o negro enquanto sujeito de uma experiência histórica anterior à escravização, com vínculos afetivos, pertencimentos territoriais e ética de existência coletiva”, escreve Fernanda. A historiadora ainda trouxe à superfície o que Monteiro Lobato declarou que ler Firmina dos Reis era “as horas de mais intenso gozo espiritual”.

Em sua bibliografia existem leituras essenciais como sua primeira obra Úrsula, que teve 13 edições impressas entre os anos de 2017 e 2018, trazia o abolicionismo e o feminismo como principais mensagens. Os dois volumes do memorial de maria firmina dos reis apresentam obras completas traz, entre outros, o desconhecido romance indianista “guapeva” e o conto “a escrava”, publicado um ano antes da abolição.na produção poética há “cantos à beira-mar”. Além de suas crônicas e poesias, com versos de culto à beleza e de exaltação à natureza.

Para conhecer melhor essa precursora da literatura brasileira tem a obra ‘maria firmina dos reis – faces de uma precursora’ uma coletânea de estudos e pesquisa sobre a vida de maria

Flora Miguel essa semana estava com vontade de passar a tarde estourando plastico bolha, mas para não ficar só na meninice, o Da Lira dessa semana traz um lançamento de Gabi Amarantos com a canção Xanalá que conta com a participação de Duda beat.

O programa trouxe essa semana com a vibração do terra! Da energia geradora, nutridora! Energia que sustenta e conecta os sonhos! Desejo de uma primavera feliz, muitos dias felizes, que vivenciem grandes momentos de alegria para aumentar a coleção de boas lembranças, bons dias e partiu!

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