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Luísa e os Alquimistas e os batidões eletrônicos da música urbana nordestina

Luísa e os Alquimistas e os batidões eletrônicos da música urbana nordestina

Desde que lançou o terceiro disco, Jaguatirica Print, em setembro deste ano, a banda Luísa e os Alquimistas, liderada por Luísa Nascim, vem colecionando ótimas críticas. Aprovado no edital da Natura Musical, o disco foi finalizado no estúdio da RedBull Station e seu processo ficou dividido entre o Nordeste e São Paulo, na busca de agregar todos os integrantes da banda. No final, todo o grupo se reuniu durante um mês em São Paulo para o “fazer acontecer”. 

Luísa Nascim é potiguar mas se mudou para São Paulo em 2018 e, desde então, se divide entre os alquimistas que permaneceram em Natal-RN (Zé Caxangá e Gabriel Souto e Pedras) e os que ela conheceu em São Paulo (Pedro Regada, Carlos Tupy e Tal Pessoa). 

O primeiro disco, Cobra Coral, lançado em 2016, revelou o nome do grupo e os levou para diversos palcos da região Nordeste como DoSol (RN), MADA (RN), Recbeat (PE), Festival Gama (PB), Baile Perfumado (PE), dentre outros. No ano seguinte, 2017, lançou Vekanandra, associada ao selo Rizomarte, que transitou entre o universo pop underground, música eletrônica nordestina, soul e influências jamaicanas. 

Lançado há pouco menos de um mês, Jaguatirica Print, é uma mistura deliciosa de diversas referências com o que de mais popular está sendo produzido entre Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará. Muitas dessas referências já foram trabalhadas nos outros discos e, agora, tiveram a oportunidade de amadurecer. 

Clipe de Garota Ligeira, parceria entre Luísa e Luê

Confira entrevista exclusiva para o Mulher na Música:

No começo, o processo de composição e gravação ficou dividido entre RN e SP. Como foi lidar com a distância? 

Um dos objetivos do projeto da Natura era também viabilizar o encontro da equipe em algum momento do processo. Desta forma a gente conseguiu trazer os alquimistas e produtores musicais do álbum (Pedras e Gabriel Souto) pra São Paulo e proporcionar uma imersão durante 2 semanas com todos os alquimistas em uma casa/ estúdio, o que foi crucial para o trabalho de criação e fechamento do álbum.

O disco tem diversas participações de mulheres. O que isso representa para você?

Representa a realização de um sonho trazer a vivência e a bagagem artística de cantoras/ compositoras que admiramos muito pra somar na construção desse arquétipo que chamamos de “Jaguatirica Print”.

E seus processos pessoais? O que ajuda e o que atrapalha? 

Luísa e os Alquimistas se tornou meu foco de atuação nos últimos tempos. Demanda muito trabalho e dedicação, e algumas coisas da vida pessoal acabam ficando em segundo plano, mas a ideia é conciliar isso melhor daqui pra frente.

Jaguatirica Print tem muitas misturas, de sons e estilos. Quem são suas inspirações? 

Não gosto de citar nomes porque sempre esqueço alguém importante, mas costumo ouvir música de raiz periférica de várias vertentes e lugares do mundo.

E os planos para o futuro? 

Circular com minha crew por esse mundão fazendo shows e seguir construindo uma carreira artística sólida e livre.

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