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[EXCLUSIVO] Juliana Cortes lança “Andorinhas”

[EXCLUSIVO] Juliana Cortes lança “Andorinhas”

Sucessor dos discos Invento (2013) e Gris (2016), o novo álbum da cantora e compositora Juliana Cortes ganhou o título Álbum 3 e apresenta o primeiro single: Andorinhas é a faixa escolhida que chega hoje (20) em todas as plataformas streaming. A canção é um poema musicado, escrito por João Ortácio e Guilherme Becker, que repete a seguinte frase “Andorinhas bêbadas de querosene nadam na fuligem do ar de SP”. Para ouvir clique aqui.

O músico e produtor Ian Ramil assina a produção do disco e, com esse trabalho, dá início a parceria com Juliana, que, nos dois discos anteriores, trabalhou em algumas composições com o pai de Ian, o compositor gaúcho Vitor Ramil. 

Juliana conta que Andorinhas foi uma das primeiras músicas selecionadas para o álbum. “É o primeiro single porque representa uma fusão de linguagens mais minimalistas, que estão presentes no meus discos anteriores, com o olhar mais crítico do Ian”, conta Juliana. O arranjo da faixa foi criado em coletivo, a partir da audição da composição crua, registrada pelo próprio autor. O resultado é uma interpretação mais experimental, com vocal cantado em três oitavas: “registramos sensações e impressões daquele instante em conjunto, no estúdio. Da escuta, criou-se as camadas da rabeca e banjo que costuram toda a música. Andorinhas é uma faixa onde estão presentes todos os elementos do disco, especialmente na forma mais direta do meu canto. Além disso, a canção traz uma poesia singela que insiste em existir na dureza de um centro de uma cidade com suas tantas delicadezas“, conta a artista. 

Confira entrevista exclusiva:

Como foi estar no papel também de compositora, neste seu terceiro disco? Qual o aprendizado desse processo?

 Embora nos discos anteriores eu tenha sido intérprete de outros autores e autoras, sempre existiu um fazer artístico autoral. A música atravessa você, sabe?! Colocamos na obra a nossa personalidade através dos arranjos, sonoridades e do nosso cantar. Neste terceiro disco, escolhi artistas de outros universos para experimentar outro tipo de processo. Comecei um disco do zero, sem ao menos saber como seria a sonoridade final. Uma loucura!

Hoje, vendo o disco pronto, percebo que a minha colaboração como letrista ou melodista faz parte desse aprendizado como um todo. Claro, é incrível ver uma obra se erguer a partir do teu imaginário, mas conseguir concretizar um disco inteiro de inéditas, reunindo parcerias improváveis , foi o máximo!

A poesia da música é instantânea aos ouvidos, qual a sua relação com as outras artes, além da música, como a literatura e a dança?

 Nas outras áreas, – além da música e literatura-, eu tenho pouca habilidade para fazer, mas muita paixão em consumir. Nas artes visuais, sou fã de diversos ilustradores e ilustradoras. Fã mesmo, dessas que perdem as estribeiras. Já atravessei São Paulo de táxi para conseguir pegar um autógrafo do Rafael Sica na Banca Tatuí; já procurei alguém em Istambul para comprar um pôster da Ekin Pogun e mandar por Correios pra mim; e, atualmente, faço da série “Julie prefere ser feia” da Telma Melo a razão da minha existência.

Você vive em São Paulo, sendo de Curitiba, né?! Qual a relação das duas cidades? O ar de Curitiba também tem muita fuligem como o de SP?

 Vim parar em SP para fazer especialização e mestrado em música. Fiquei um tempo em Perdizes, fui pro Largo Paissandu e hoje estou numa simpática garagem no Bixiga. Fui reduzindo meu espaço físico e aumentando meu olhar sobre o mundo. Meu trânsito é contínuo entre Curitiba e São Paulo e não sei bem como compará-las. São espaços complementares na minha vida como artista.

O que mais podemos esperar do disco? Pode contar mais alguns detalhes?

De certa forma, é um rompimento com a linguagem que já apresentei em outros discos. Um disco com canções mais curtas e diretas que misturam minimalismo com ruído, delicadeza com crítica. Além de participações especiais como Airto Moreira, Pedro Luís e Carina Levitan, temos as texturas e camadas de guitarra do Lorenzo Flach como uma das marcas do disco.

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