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Liège irradia o pop com o feat. de Daniel Yorubá em novo single,”Lava”

Liège irradia o pop com o feat. de Daniel Yorubá em novo single,”Lava”

Liège já é de casa aqui na Mulher na Música – SÊLA. A gente falou com ela pela primeira vez dois anos atrás, quando a cantora e compositora de Belém do Pará lançava o hit pop “Cabelo”. De lá pra cá, a artista mudou – e a gente seguiu acompanhando-a. Singles como “Santa Mulher” e “Promar” aconteceram na sequência, sua aprovação no edital Natura Musical no finzinho de 2019 e, este ano, trocou o ar úmido e quente do Pará, pelo frio garoento de São Paulo capital. Sim, a Liège mudou e isso também inclui sua sonoridade, que desponta agora no single-lyric vídeo inédito “Lava”:

A música é a primeira de uma série de novidades que a cantautora vai nos revelar a partir de agora, rumo ao lançamento completo do seu disco de estreia, Ecdise. Com produção musical de DJ Duh, Liège começa a nos apresentar com “Lava” seu novo flerte com o pop e a world music, gêneros que caminham muito bem com a sua já característica MPB.

As raízes afro amazônicas seguem latentes nas composições e no cantar de Liège e, especificamente em “Lava”, florescem com maior naturalidade graças à conexão de Daniel Yorubá, um feat. de encaixe perfeito que torna a canção ainda mais suingada e envolvente.

E para completar, hoje, dia 4 de Julho de 2020, Liège celebra mais uma volta ao redor do sol, nos irradiando com sua nova fase um período, como o próprio nome do novo disco antecipa, de troca de peles. Peles que se alternam, guardando por baixo uma voz que só faz crescer. Para comemorar com Liège e celebrar a nova música, a Mulher na Música bateu um papo com a artista, via e-mail e à distância, como o momento pede.

Mas o papo foi tão próximo e sensível que convidamos as leitoras a entrar – e não ler -, imaginando que estamos na casa de Liège, trocando ideias com ela, acompanhadas de um bolo de aniversário e ao som de Gal.

Liège (Foto: Vitoria Leona)

Liège, quem acompanha suas redes sociais acaba conhecendo uma mulher versátil pra caramba, que além de cantar e compor, é uma produtora de conteúdo de mão cheia. Como você opera tudo isso? Faz parte de uma só carreira ou são atividades diferentes que conversam entre si?

Tem sido um desafio equilibrar tudo nesse momento tão difícil pro mundo, mas o fazer artístico e o contato intenso com a família são agentes salvadores nesse momento. A gente precisa se reinventar e se manter ativo e nem todo dia funciona. As notícias não ajudam, mas acredito que as crises vêm pra que a gente se supere e cresça, troque de pele mesmo. Então tenho encarado como parte da jornada profissional e pessoal esse momento, uma etapa a ser vivida. 

Este ano você saiu de Belém para morar em São Paulo. O que te motivou a realizar este deslocamento? E o que tem achado da nova cidade? Tanto em termos pessoais quanto profissionais.

Eu comecei a pensar estratégias pra minha carreira, fiz planejamento estratégico de carreira em Porto Alegre e busquei caminhos pra que meu trabalho na música pudesse trilhar e ir expandindo. São Paulo está nesse caminho. É uma cidade cheia de conexões, de Brasis e isso me fascina apesar da correria do dia a dia. Foi difícil deixar minha cidade, porque sou apegada ao extremo, sinto falta nos mínimos detalhes e nos maiores também, como a qualquer momento poder pegar um barco e atravessar o rio… Viver a natureza. Mas São Paulo tem seus encantos! Encho meu apêzinho de plantas e amigos queridos e de muito trabalho. As relações que São Paulo me trouxe tanto pessoais como profissionais têm sido um grande presente! 

“Lava” traz uma nova Liège, contemplada agora por um pop ainda mais pulsante e em evidência. Como foi essa construção sonora entre você e o DJ Duh? E em que sentido a música se transformou com o feat. do Daniel Yorubá?

Duh trouxe pro meu trabalho a madurez que eu tava buscando, focamos em não perder a conexão com a minha origem, com a minha ancestralidade e ao mesmo tempo trazer modernidade, novas nuances sonoras e pops. Aí ele pensou no Daniel como a parceria ideal pra coroar essa narrativa. Daniel tem  um trabalho super popular, lindo e rico, timbre maravilhoso, acho que foi a junção ideal que a música pedia! 

Seu próximo trabalho é também seu disco de estreia. Ecdise foi aprovado no edital Natura Musical e agora vem chegando aos poucos, é isso? Qual a sensação de ter sido contemplada no edital justamente neste projeto? E o que a gente pode esperar desse disco?


Ser contemplada num edital como esse é o desejo de muitos artistas independentes como eu. Não é fácil fazer arte no Brasil. Quando se consegue um espaço num edital que incentiva a cultura é a realização de uma meta, conseguir colocar nosso trabalho pro mundo, com recursos que ele merece e precisa pra expandir e tocar mais pessoas. Sem falar na gama de profissionais que conseguimos fomentar  com um edital como esse. É uma realização colocar meu primeiro disco de carreira no mundo com esse selo e esse aporte. O que se pode esperar desse trabalho é uma narrativa de amadurecimento, conexão com a ancestralidade compreensão da onde vim, aonde estou e onde quero chegar. “SABER da onde vem, pra saber pra onde vai” diz uma das principais canções do disco e acho que a sonoridade universal que ele traz à essa narrativa, mesclando pop, r&b, afrobeats e a rítmica e sotaque amazônicos coroa esse conceito! 

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