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Fronteiras se entrelaçam na canção popular de Roseane Santos

Fronteiras se entrelaçam na canção popular de Roseane Santos

A minha história começa na canção brasileira e nunca termina, se amontoa e remonta.

Roseane Santos é uma das vozes que compõem o cenário cultural curitibano. Na jornada, esteve ao lado de grandes nomes como Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, Zé da Velha, Dona Lia de Itamaracá e Orquestra à Base de Sopro. Ligada ao samba e aos ritmos afro-brasileiros, agora a artista compartilha um novo diálogo com suas próprias origens: Fronteiriça, seu disco de estreia, é o resultado desse processo. São anos de pesquisa entre a música tradicional e a canção contemporânea revelados com o acerto de uma flecha ligeira.

O alvo, aqui, não é um só. São muitos os territórios de Roseane e Fronteiriça passa pelo folclore, a discordância, o arranjo pueril que ativa a memória nas canções de Milton Nascimento. Nas palavras dela, “o disco tem um pouco de cada coisa que fiz: busca justamente trazer o que tenho de repertório. A ruptura, aqui, está em me assumir compositora”. Entre as canções há escritos da artista e parcerias com amigas e amigos da música, teatro, literatura e dança – fronteiras entre referências e experiências, corpo e voz, o tempo, a subjetividade e o objeto contrato.

Crédito: Pretícia Jerônimo

Eu mesma me curo/ Mas antes preciso/ Me envolver na loucura/ Que chamo memória (Pequena Ladainha de Cura)

Frações da vida (que é lugar e é tempo) de Roseane Santos se entrelaçam em seus trabalhos e é nos cruzamentos delas que nos deparamos com uma artista de pés no chão, repertório largo e refinamento muito delicado. Com alguma sensibilidade, nos vemos, também, nesses espaços.

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