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Revelação do R&B e neo soul, AYA faz faixa-a-faixa de seu EP de estreia “Ainda É Tempo”

Revelação do R&B e neo soul, AYA faz faixa-a-faixa de seu EP de estreia “Ainda É Tempo”

AYA é compositora e cantora, e lançou em novembro o EP de estreia Ainda É Tempo, no qual demonstra suas afinidades com os sons contemporâneos e os da antiga para chegar a uma sonoridade pop, leve e construída com muita harmonia vocal e instrumentais. Nas sete faixas que apresenta no EP, ela busca inspirações no R&B, neo soul, trap e música pop para montar uma identidade musical jovial e dançante. 

Saiba mais sobre Ainda É Tempo neste faixa-a-faixa comentado pela própria AYA.

You Don’t Know How Much: essa música é um diferencial para mim. Ela é uma parceria com o DJ Will, que é um produtor respeitado e um DJ que eu sempre gostei muito do estilo, e foi a primeira vez que compus uma música já tendo uma batida/melodia para seguir, porque o Will já tinha a base pronta. Fiz um processo de composição diferente nesta e foi um exercício criativo muito bom para mim, que pude compor de maneira diferente. “You Don’t Know How Much” é a música mais pop e dançante do EP, ela tem um balanço especial, é uma música pras pistas pensada por uma pessoa que sabe tudo sobre as pistas e sobre o que põe a galera pra dançar, que é o DJ Will. Toda a construção do instrumental remete a um estilo mais sensual, uma música pra flerte, paquera, balada, e eu tentei trazer isso para a voz, cantando com mais sensualidade, com clima de romance.

S.V.N.V.: essa composição fiz há alguns anos e foi a primeira música na qual comecei a trabalhar no início da minha carreira solo. Ela é uma lovesong, é uma declaração de amor e foi muito inspirada no novo R&B, na sonoridade contemporânea, a melodia da atualidade. Trabalhando ao lado de Julio Mossil (produtor e diretor artístico), conseguimos arranjar essa música de uma maneira que encaixasse na ideia que eu tinha para ela, que é esse R&B moderno. A letra é romântica e conseguimos fazer um instrumental que mostra essa sutileza com efeitos, a delicadeza do piano e da guitarra, que trouxeram uma atmosfera de doçura.

Meu Caminho: nessa música, quis abordar sobre os sonhos que temos para nós mesmos e descreve o que eu imaginava para o meu futuro ainda quando era adolescente, então, dentro disso, falo sobre sonhos, objetivos, caminhos que podemos seguir. Ao mesmo tempo, ela transmite uma mensagem de esperança, de acreditar no que queremos, de correr atrás. Na estrutura musical, combinamos trap, soul e R&B.

Caos: de todos os singles do EP, este foi o último que lancei, que amarrou este trabalho no formato EP junto aos meus seis singles anteriores. É uma música que, agora, fez mais sentido ainda por termos vivido todo o caos da quarentena e de ter nossas vidas viradas do avesso, mas quando a compus, eu estava pensando no processo de colocar a cabeça no lugar depois de algum episódio marcante da vida. Ela é uma parceria com o DJ Duh, alguém por quem tenho muita admiração há muito tempo e foi como realizar um sonho poder tê-lo como produtor nesse som. Ele soube trazer um clima que a letra e a melodia pediam, que é uma pegada mais intimista ao mesmo tempo que deixa uma certa esperança no ar. 

Me Libertar: essa música tem uma força própria, é sobre superação e ficar mais forte após uma queda. Quando a escrevi foi por motivos de relacionamento, mas o tema geral vai além disso, pode servir para vários tipos de situações que nos prendiam mas tivemos a coragem para nos libertar. O instrumental tem elementos do trap e do soul, dois estilos que me inspiram muito e, nos arranjos, a combinação do baixo synth com o teclado rhodes trouxe a ambiência que eu buscava.

Sei que sou mais um: essa música foi presenteada pelo Alexandre Lucas (do grupo Fanzine, do Rio de Janeiro) e, assim que recebi esse som dele, apresentei ao produtor com quem trabalho e passei para ele que a ideia seria ter uma pegada new jack swing. Então, colocamos essa roupagem bem inspirada em anos 1990 mesmo, de como o R&B estava se comportando e soando naquela época, e trouxemos musicalmente o som para esse lado. Depois, convidamos a Stefanie para uma participação. Desde o começo, eu achava que precisava de mais poder, por isso chamamos a Stefanie, que tem um grande respeito e carreira no rap, e ela trouxe uma rima poderosa, que fechou com chave de ouro a música.

A Verdade: eu queria que essa música fosse leve, gostosa de ouvir, que tivesse um frescor, porque o tema fala sobre ansiedade e o peso de enfrentar esse distúrbio, e seria legal trazer uma atmosfera mais “pra cima”. O instrumental traz elementos do rap mas a base é mais pop, tem uma grande influência de Kanye West e Jorja Smith. Quis trazer otimismo na interpretação, um vocal que soasse confiante, gosto muito das vozes no refrão, tem um clima mais positivo. Para essa música, fiz um videoclipe, que pode ser assistido no meu canal do YouTube.

Ainda É Tempo está nos serviços de streaming: https://ditto.fm/aindaetempo   YouTube

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