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Influências que inspiraram “Nítida”, novo EP de Flavia K

Influências que inspiraram “Nítida”, novo EP de Flavia K

Leny Andrade, Tania Maria, Elis Regina, Rosinha de Valença, Joyce Moreno, Elza Soares e Claudya são algumas das mulheres musicistas citadas por Flavia K nos teasers de seu novo EP ao vivo e audiovisual, Nítida, como referências essenciais na história da Música Brasileira. 

No novo EP, Flavia K resgata a vida e obra dessas expoentes vozes femininas em detalhes como a escolha dos LPs que fazem parte do cenário (que rendeu a mini(série) “Desvendando o Cenário”, em que ela resenha alguns desses discos), como Elis, Elis Regina (1972), e Voz e Suor, da parceria de Nana Caymmi com Cesar Camargo Mariano (1983). A influência dessas obras também reflete na escolha das cores, que remetem ao clássico de Elis, e no formato piano e voz, inspirado na colaboração de Nana com Cesar Camargo.

Aqui no Mulher na Música, Flavia K comenta três álbuns que marcam a trajetória da mulher na história da Música Brasileira e servem de grande influência em suas composições. A cantora também indica 15 sons que você tem que ouvir numa playlist imperdível.

Elis Regina – Elis (1973)

Sem dúvida alguma, este é meu álbum preferido da Elis. Acho a escolha do repertório genial. Gosto desse clima bucólico e misterioso das faixas “Doente, Morena”, “Oriente” e “Folhas Secas”, e das quebras desse clima com os sambas maravilhosos “Meio de Campo” e “Ladeira da Preguiça”. É um disco lindamente arranjado por Cesar Camargo Mariano e com um time sensacional: Luizão Maia no contrabaixo, Paulinho Braga na bateria, Chico Batera na percussão e, ninguém mais, ninguém menos, que Toninho Horta na guitarra. O que mais amo nesse álbum é poder ouvir desde o suíngue incrível que a Elis tem ao cantar os sambas e grooves até a interpretação mais visceral e intensa nas músicas mais lentas.

Leny Andrade – Luz Neon (1989)

Um disco que amo da minha mestra maior do improviso vocal brasileiro, já numa fase em que ela está mais madura e com um timbre vocal mais grave. O repertório é composto por clássicos da Música Brasileira, como “Wave” (Tom Jobim), “É” (Gonzaguinha) e “Adeus, América” (Geraldo Jaques/Haroldo Barbosa); conta com uma versão instrumental, com voz (e sem letra), em samba do standard “A Night In Tunisia” (Dizzy Gillespie) e também tem uma nova versão para o “hit” da própria Leny, “Batida Diferente” (Durval Ferreira/Mauricio Einhorn). A estética sonora é brasileira e também passeia pelos timbres típicos dos anos 80, é um disco da Leny Andrade diferente dos mais conhecidos e que eu adoro.

Joyce – Feminina (1980)

Um da genial Joyce, que na minha opinião, é pouco reconhecida no Brasil. Compositora, violonista e cantora, Joyce compôs todas as dez faixas do álbum, a maioria sem nenhum parceiro. Vi em uma entrevista Joyce falando sobre como ela tem um carinho com esse disco por ter tido mais liberdade na direção de como ele seria, de ela sentir que esse trabalho tem a cara dela. É um álbum muito brasileiro e com pérolas da nossa música, como “Feminina”, “Essa Mulher”, de Joyce e Ana Terra – que dá nome ao disco de Elis Regina de 1979 -, “Mistérios”, de Joyce com Maurício Maestro, que também conta com uma versão clássica no álbum Clube da Esquina 2, de 1978. Só posso dizer: ouçam Feminina e se deleitem!

O EP Nítida ao vivo, de Flavia K, está disponível em: https://ditto.fm/nitida-ao-vivo e YouTube.

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