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“Femenagem”, por que usar este termo?

“Femenagem”, por que usar este termo?

A hora do Sabbat é um espaço de expressão e visibilidade da mulher arteira e fazedora que surgiu em março de 2018, poucos dias antes do assassinato brutal da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco. Esse morte brutal comoveu coletivos do movimento feminista pelo país todo e na parede da cadeia velha daquela quinta feira, 15 de março, havia uma faixa gigantesca com a palavra Femenagem. Sarah Mascarenhas, apresentadora do programa ficou cuiriosa com aquela palavra, ficou se questionando sobre porque daquela troca de radicais e, como havia estudado latim, foi pesquisar a origem da palavra homenagem para entender essa reivindicação feminista.

As feministas estavam cheias de razão, a palavra homenagem era usada na França para que os subalternos do senhor feudal o celebrassem. Isso mesmo, a palavra homenagem foi uma expressão criada para a classe trabalhdora louvasse o “patrão explorador”. O Radical da palavra homenagem é homo, fazendo menção ao homem dono da terra, aquele homem bem sucedido aos olhos da nobreza e do clero. Partindo deste principio, ficou nitída a necessidade de fazer tribuos a mulheres com referncia no feminino, assim femenageamos essas deidades e é sobre isso que falamos no episódio 22 desta quinta temporada.

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Com a chegada do inverno, geral tira o cobertor do maleiro, do baú, do armário…tempo de cheiro de naftalina, sopas, vinho, chocolate e pé quentinho. Pois é, essa semana a revista radiofônica feminista chega te convidando pra dançar e se esqeuntar com as batidas, o ritmo e as historias de uma curadoria musical diversa como o bioma da floresta amazônica! Se liga só no que as Arteiras e Fazedoras preparam pra você:

Episodio pra aqeuecer seu coração, trazer reivindicação por segurança e justiça

Uma seleta musical diversa como  a natureza com a presença de deidades sagradas, criativas e poderosas – Sarah Mascarenhas: Eu não Aguento Mais – Ina Ie, Figth for you – H.E.R., Oxum – Bixarte, Dentro da terra – Kae Guajajara, Gueto – Iza, Mãe na pandemia – Julia Tizumba, Primeiro beijo – As Baias, Leoa – Lelê Lótus, Grilos – Erika Martins, Hope – Cindy Lauper, Baby 95 – Liniker Feat Pericles, Sou como eu quiser – Mel e Patrick Tor4, Medo Azul – Maria Sil Feat Socorro Lira, Simone Soul e Ju Souza, Festa e Fartura – Souto Mc

Vidas passadas em vidas atuais – Natashia  Moraes: Esta é a História de Marktá, que se passou na Europa Celta em 900 A.C. Marktá está cavalgando, vestida de guerreira, com espada nas costas correndo afoita ao encontro de seu inimigo para defender seu clã feminino contra o sequestro de suas crianças. Era o começo de uma grande virada histórica, não contada nos livros. Era o início do Patriarcado nesta região.

Da Lira – Flora Miguel: No sétimo aniversário de morte de Luana Barbosa, a jornalista Flora Miguel apresenta a banda Mocambo Groove, com a canção Guerreira d’Arte, uma homenagem à atriz, arte-educadora e produtora cultural morta pelo disparo de um policial militar em uma blitz de trânsito em Presidente Prudente, em junho de 2014.

a violência policial mata diariamente pessoas inocentes

Parte da Arte – Diez: No quadro de hoje “Parte da Arte” traz um trecho da entrevista com Kryartura mediada por Transceda que aconteceu no dia 18/06 na WEB SELVAGERYA. Para conferir a entrevista completa acesse @webselvagerya

Comida.zip – Andreia Botelho e Mirian Niz: No 5° episódio do Comida.zip, Andréia e Mirian conversam com Bel Cabral sobre os impactos do uso de agrotóxicos no Brasil na saúde dos trabalhadores do campo.

Leia Mulheres – Sarah Mascarenhas: Este bloco é de estímulo a leitura de escritoras, nesta edição a leitura segue com a obra Filha do fogo – 12 contos de amor e cura – da escirtora, jornalista, produtora, Deusa Elizandra Souza – essa semana leremos o conto: Afagos.

Hora do Sabbat – Espaço de expressão e visibilidade da Mulher Arteira e Fazedora – a única revista radiofônica feminista do Brasil

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Jornalista, coordena o programa Hora do Sabbat e atua em diversos coletivos como Maria vai com as Outras, Radialivres, Frente Ampla pela cultura na baixada Santista, Frente pela legalização do aborto da baixada santista Arteira e Fazedoras. Faz parte do Conselho de cultua na cidade de Santos.

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