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Luisa Toller apresenta o recém-lançado disco “Mulher Bomba” no Sesc Av. Paulista

Luisa Toller apresenta o recém-lançado disco “Mulher Bomba” no Sesc Av. Paulista

Na última sexta-feira, 8, Luisa Toller nos incendiou com seu recém-lançado disco “Mulher Bomba“. Produzido por Ivan Gomes, o álbum traz 8 faixas autobiográficas e provocações feministas que se traduzem intensamente em bolero, fado, coco e valsa com versos que fazem ora doer, ora curar a melancolia pandêmica que se instalou em nossos corações. A estreia será marcada por um show presencial de Luisa com participação de Julia Tizumba, no Sesc Av. Paulista, em São Paulo, no próximo sábado, 16, às 20h30. Os ingressos saem a R$30 (inteira) e R$15 (meia e comerciário), e você pode comprar o seu aqui.

Para acompanhar o álbum, Toller produziu material audiovisual para a faixa “Senhora das Dores”, ponto alto de Mulher Bomba. Com arranjo fadista, a canção foi feita nesse contexto de sofrimento em meio a um lockdown. “A pandemia e a perda do meu pai (em setembro de 2020) me causaram dores que intensificaram o meu fluxo de composição. Como disse Letrux recentemente, componho porque preciso, é minha forma de desaguar os sentimentos”, reflete. Luisa é neta de português e já cantou fado em muitos restaurantes e casas de Portugal pelo Brasil – o gênero faz parte de sua trajetória e adentra sua obra. “Senhora das Dores” vem nessa toada, convidando a tristeza, ao bater da porta, a entrar e fazer morada na casa. 

Luisa carrega consigo um forte desejo de transformar o mundo. Diferente das demais canções do disco, “Moda moderna para uma questão antiga” é a única faixa que não é autobiográfica (e ela reconhece o privilégio de não estar nas estatísticas de mulheres que já sofreram ou sofrem violência doméstica). A música foi composta um pouco depois de Mônica Salmaso lançar o disco “Caipira”, com a faixa “Feriado na Roça”, do Cartola, uma canção que romantiza o feminicídio. “Fiz a moda moderna para recontar essas histórias do ponto de vista feminino e mudando o final para que conheçamos um desfecho, em que apesar da tentativa de feminicídio, a mulher sobrevive.” Em “Mulher Bomba” a artista evoca seus eus – que são, também, eus de muitas mulheres, brasileiras, migrantes, mães, filhas. Bombas.

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