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Suka Figueiredo encerra trilogia de singles com EP Caminho de Mármore

Suka Figueiredo encerra trilogia de singles com EP Caminho de Mármore

Produção da musicista e compositora é lançada neste 24 de junho

Após abrir seu percurso autoral com o single Caminho de Mármore, a saxofonista, flautista e compositora Suka Figueiredo, artista contemporânea da musical instrumental brasileira, finaliza a trilogia iniciada em 2020 mostrando o EP Caminho de Mármore. Recheada de influências atemporais, Suka mostra uma viagem sonora em três atos: Caminho de Mármore, La Continuidad e Afro Ideia.

No dia em que o trabalho estreia nas plataformas digitais, conversamos com ela para saber mais detalhes do projeto, a proposta de trilogia e as próximas ações da carreira. Confira na íntegra:

Qual o universo de referências que compõe o EP Caminho de Mármore? Alguma delas, em específico, foi um disparador criativo para a concepção desse trabalho?

Moacir Santos é sempre meu ponto de partida e minha maior referência na música instrumental Brasileira. Quando conheci sua obra, foi uma mudança de chave em toda a minha concepção artística. Desde então venho compondo músicas que carregam muita influência desse compositor maestro negro, ainda pouco valorizado no Brasil. 

tento trazer para minha música, também, elementos da música pop, como melodias fortes e sonoridades digitais que consigam dialogar com um maior público.

Em Caminho de Mármore e Afro Ideia, cito Nana (Coisa 5), música que me fez transcender os ouvidos e fazer uma viagem sonora muito intensa quando a escutei pela primeira vez. Em La Continuidad, uma fonte de referência muito grande foi Jon Batiste, compositor e pianista norte americano com seu naipe de sopros pouquíssimo usual formado por saxofones tenor e alto e 2 trompetes. 

Ao mesmo tempo, tento trazer para minha música, também, elementos da música pop, como melodias fortes e sonoridades digitais que consigam dialogar com um maior público. Reflexo de uma gama de artistas latinos que carrego como referência, como Calle 13 e Nathy Peluso, e internacionais, como Ibrahim Maalouf, Tom Misch, Núbya Garcia e Menahan Street Band.

Como as faixas se encaixam na ideia de “trilogia”? Qual é esse trajeto a ser percorrido?

A ideia desta trilogia vem de um caminho muito árduo percorrido durante a pandemia: como tode artista brasileiro, passamos por dificuldades, principalmente emocionais, durante esse processo. Somos os primeiros a sair e os últimos a retornar, num pós pandemia ainda com muitas incertezas. 

Minha primeira música lançada, Caminho de Mármore, foi um fôlego, que logo no começo da pandemia abriu minha mente para a construção do meu próprio trabalho autoral. A partir dela nasceram e se estruturaram planos para a construção dos próximos passos da minha carreira, junto ao meu produtor musical Rafael Acerbi. 

Musicalmente as 3 faixas se conectam principalmente por sua sonoridade, melodias fortes e naipes em formações diferentes.

Em seguida, La Continuidad representa de fato a continuação deste caminho (de mármore) onde busco a representatividade feminina e negra na música instrumental Brasileira. Caminho este que carrega suas belezas e suas dores numa trajetória de autoconhecimento pela música. Gravada por um naipe de musicistas incríveis que tenho prazer de estar acompanhada em meus caminhos ao longo desse período de criação desta obra.

Fechando esta trilogia, Afro Ideia, uma composição em parceria com Rafael Acerbi e Felipe Pizzutiello, vem bebendo de algumas das fontes da música negra já referenciadas anteriormente em Caminho de Mármore e La Continuidad. Moacir Santos, o Rock, o Jazz… Tudo agora tem seu espaço bem definido. Algo que vinha se mesclando nas outras faixas se solidifica em Afro Ideia. 

Além desse processo, musicalmente as 3 faixas se conectam principalmente por sua sonoridade, melodias fortes e naipes em formações diferentes. Linhas de contrabaixo que são a coluna vertebral do meu som, synths, percussão, e guitarras gravados por um time de musicistas e que me acompanham nos meus vários projetos. 

O que podemos esperar da Suka Figueiredo nesse ano de 2022?

Ainda este ano estreio o projeto Suka Figueiredo Collective. Projeto muito bacana e importante, que desenvolvido no Brasil de hoje é de extrema relevância social. Nele levo para as periferias de São Paulo a pauta da música instrumental feita por mulheres no Brasil. Acompanhada de uma banda composta somente por mulheres, estaremos em palcos da cidade onde geralmente este tipo de trabalho tem dificuldades em acontecer. Ocuparemos 4 palcos da cidade numa turnê que em breve será divulgada, com shows gratuitos em aparelhos públicos da prefeitura de São Paulo.

Ainda sobre o EP Caminho de Mármore, vale comentar que tive a alegria em ser contemplada pelo edital Proac 42/2021 e realizar o sonho de gravar algumas de minhas músicas. Este lançamento é extremamente importante na minha trajetória como mulher negra, latina e artista. Por isso, convido a todes para entrar nessa viagem sonora comigo!

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